Desejo tocar a epiderme nua do vento
E me deliciar no sabor insolúvel da brisa
Sentir a tez macia d’alvorada
Que goteja pedacinhos de mel
Na folhagem virgem da manhã!
Quero saber a sensação do vazio
E me sentir cheia do tudo-nada
Que nasce no escuro do alvorecer
Almejo encontrar a nota do canto do sabiá
E buscar a resposta para o rouxinol
Que embebeda de beleza cada manhã
Mas a sabedoria nua da natureza
É tão misteriosa como a madrugada que se foi
E o que nela menos se apresenta
É o que mais se esconde
Por quê? Pra que? Pra onde?
Ninguém responde...

2 comentários:
Que delícia lê-la, moça!
Encantada com teus textos - sempre mais belos - intensos.
[Clauzie]
Adorei te conhecer hoje e ser você a pessoa que vai me ajudar na caminhada.
Bonito seu blog, voltarei mais vezes para ler mais poesia.
um beijo,
Martha
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