domingo, 18 de dezembro de 2011

Incógnita da natureza

Desejo tocar a epiderme nua do vento
E me deliciar no sabor insolúvel da brisa
Sentir a tez macia d’alvorada
Que goteja pedacinhos de mel
Na folhagem virgem da manhã!

Quero saber a sensação do vazio
E me sentir cheia do tudo-nada
Que nasce no escuro do alvorecer

Almejo encontrar a nota do canto do sabiá
E buscar a resposta para o rouxinol
Que embebeda de beleza cada manhã

Mas a sabedoria nua da natureza
É tão misteriosa como a madrugada que se foi
E o que nela menos se apresenta
É o que mais se esconde

Por quê? Pra que? Pra onde?
Ninguém responde...