sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ainda dá tempo


A meu pai...
A vida não quis
Que fôssemos unha e carne
A vida não quis
Que fôssemos uma família feliz
A vida foi ingrata conosco
Ou será que os ingratos fomos nós?
O que fizemos para manter a união?
Que atitudes tomamos de confraternização?
Agimos tolamente
Deixamos que o egoísmo
Tomasse conta de nós
E aqui estamos
Distantes, separados
Será que ainda existe
Algum elo entre nós?
Espero que sim
Pois, se não existir
Lutarei até o fim
É muito triste viver sem você
É muito triste não ouvir:
“Eu te amo e me orgulho de você”
Por favor, não se afaste de mim
Não me deixe tão triste assim...