sexta-feira, 2 de julho de 2010

A vida como conto de fadas


A trilha que percorro
Tão rápido ligeiro
Deixo meu sinal
Se precisar voltar
Mas o corvo, muito arteiro
Comeu minha migalha de pão
 E a floreta é tão escura
Me impede de voltar...
O lobo me persegue e traz á tona
Todos os meus medos
É como se eu estivesse
Presa em meu inconsciente
Numa torre lá no alto
Mas eu não posso descer
A bruxa quer me coser
Quer me transformar em biscoito.
Preciso encarar, vencer meus pesadelos
Eu desço pelas longas madeixas loiras
E corro, corro como nunca antes sem olhar para trás
Eu paro, não há como fugir
Eu tenho fome
Vejo uma linda maça
Abocanho-a e me vejo em sonhos
Com sete pequeninos lenhadores
E nenhum príncipe viril.
A vida parece fantasia
Mas, cadê o lado bom?
Nada de castelo, príncipe e cavalo branco
Nada de bailes, luxo e riquezas
Só noite, trevas e escuridão
E não há como fugir
Desse pesadelo interminável
Sem fim...

3 comentários:

Mabel Oliveira Teixeira disse...

É uma pena perceber que há muito pouco de conto na vida e que, com o tempo, resta quase de nada de fada em nós. Acho que essa é, verdadeiramente, a maior tragédia que se abate sobre as mulheres quando deixam a infância para se aventurar no universo "de gente grande".
Talvez pior seja apenas o fato de que esse processo parece inevitável e absurdamente doloroso!

Cada dia mais fã do seu blog! adoro vir aqui refletir com vc!!!

Mel Costa disse...

É um privilégio tê-la refletindo aqui comigo! Seus comentários, assim como suas postagens em seu blog, são sempre poéticas e pertinentes! Amo seu cantinho também! Talvez só a poesia resgate de nós este "elo perdido"! Bjão

Angel disse...

''A vida como contos de fadas'' Como sempre seus poemas me fazem refletir por um certo tempo e este em especial se adequou como nunca a pensamentos que me arrebataram esta semana... É triste descobrir que nem tudo termina com um final feliz mas talvez seja isso que nos faça valorizar nossos pequenos momentos de princesa. ^^'' Amo aqui bjs