sexta-feira, 2 de julho de 2010

A vida como conto de fadas


A trilha que percorro
Tão rápido ligeiro
Deixo meu sinal
Se precisar voltar
Mas o corvo, muito arteiro
Comeu minha migalha de pão
 E a floreta é tão escura
Me impede de voltar...
O lobo me persegue e traz á tona
Todos os meus medos
É como se eu estivesse
Presa em meu inconsciente
Numa torre lá no alto
Mas eu não posso descer
A bruxa quer me coser
Quer me transformar em biscoito.
Preciso encarar, vencer meus pesadelos
Eu desço pelas longas madeixas loiras
E corro, corro como nunca antes sem olhar para trás
Eu paro, não há como fugir
Eu tenho fome
Vejo uma linda maça
Abocanho-a e me vejo em sonhos
Com sete pequeninos lenhadores
E nenhum príncipe viril.
A vida parece fantasia
Mas, cadê o lado bom?
Nada de castelo, príncipe e cavalo branco
Nada de bailes, luxo e riquezas
Só noite, trevas e escuridão
E não há como fugir
Desse pesadelo interminável
Sem fim...